Percheron



Nossa criação é extensiva, mantemos todos os animais soltos no campo. Trabalhamos com 20 éguas na cria, sendo que a base da manada é de animais de origem Itapororó e de 5 éguas e um garanhão que foram importados da França nos anos 80.

Trabalhamos também com um grupo de éguas resultado da cruza de Percheron com Crioulo e Quarto de Milha, o que nos produziu animais mais leves, muito bons para trabalho de campo e cavalgadas.

HISTÓRIA E ORIGEM
A exata origem da raça Percheron está perdida através dos tempos. Alguns acreditam que eles são descendentes dos primitivos cavalos encontrados na região durante a idade do gelo, outros dizem que eles estão intimamente relacionados ao cavalo Boulonnais, os quais foram usados na invasão da Bretanha pelos Romanos, outros ainda acreditam que a raça é oriunda do garanhão Árabe Abd el Rahman's, ou parte dos cavalos usados pelos Mouros na batalha dos Poitiers os quais foram divididos entre as forças Francesas vitoriosas. Independentemente destes antigos conceitos quanto a sua origem, é conhecido que durante duas épocas da história as éguas nativas da região de Le Perche, na França, foram acasaladas com garanhões Árabes, primeiro durante o século VIII e depois durante a Idade Média.

No tempo das cruzadas o Percheron era reconhecido amplamente como um cavalo superior devido a sua calma e sensatez, bem como por sua característica beleza e estilo.
Por volta do século XVII, os cavalos produzidos em Le Perche, haviam atraído grande notoriedade e tinham demanda para diversos usos. O Percheron desta época era menor e provavelmente mais ativo.

No século XIX o governo da França estabeleceu um haras para o desenvolvimento de cavalos de montaria para o exército. Em 1823, um cavalo chamado Jean Le Blanc nasceu em Le Perche e todas as linhas de sangue da raça Percheron de hoje são traçadas diretamente a este cavalo.

O Percheron foi exportado para a América na metade final do século XIX, e as importações continuaram até a II Guerra Mundial. O Percheron rapidamente se tornou a favorita dos fazendeiros americanos, tornando-se tão popular nos Estados Unidos que em 1930, um censo do governo americano mostrou que a raça tinha três vezes mais registros do que outras quatro raças de cavalos de tração juntas.

Após a II Guerra Mundial, o invento de modernos tratores quase levou a raça à extinção, quase caiu totalmente no esquecimento. Entretanto, alguns fazendeiros, dedicaram-se à preservação da raça. Por volta da década de 60, houve um renascimento dos cavalos de tração nos Estados Unidos, com os americanos re-descobrindo a utilidade dos cavalos de tração. Os Percherons estão hoje retornando para as pequenas fazendas e trabalhando nas florestas. Centenas de Percherons são usados para recreação e em desfiles.

CARACTERÍSTICAS
A raça de eqüinos Percheron apresenta uma boa conformação para tração. Em geral são cavalos compactos, de comprimento médio a grande. Constituição robusta, ossatura forte, de tendões e articulações bem delineadas, musculatura poderosa, pele e pêlos lisos. As pelagens aceitas são a preta e tordilha.

Tratável e dócil, mas, ao mesmo tempo, ativo e vigoroso. São animais extremamente versáteis, usados para tração de implementos agrícolas, carroças e, antigamente, em tempos de guerras, tracionavam a artilharia pesada dos exércitos.

O Percheron é usado para transporte e para obtenção de carne em algumas ocasiões.
Hoje em dia, com o advento da mecanização agrícola, a raça Percheron é usada para esportes, em competições de carruagens, paradas de circo, desfiles comemorativos e, por sua docilidade está sendo cruzado com raças leves para fornecer animais de salto e pólo. 

Os andamentos naturais são: passo, trote e galope curto, sendo que, para um animal de seu porte, o cavalo Percheron apresenta um andamento ágil e leve.  PADRÃO DA RAÇA
A altura média do animal adulto é de 1,66 m, sendo que a mínima permitida é de 1,58 m e a máxima é de 1,72 m, tanto para machos como para fêmeas. O peso médio é de 900 Kg.

- Cabeça: fina e quadrada com perfil retilíneo. Olhos vivos e salientes, com as órbitas bem pronunciadas. Orelhas pequenas, sempre alertas, com pontas finas e atesouradas. Chanfro reto a ligeiramente acarneirado. Focinho pequeno, com narinas bem abertas. Boca de abertura média, lábios finos, firmes e móveis.

Ganachas bastante retraídas.
  - Pescoço: grande no comprimento, de linhas definidas, musculatura bem proporcionada, rodado, formando uma suave curva na linha superior e de crinas abundantes.
- Corpo: a cernelha precisa ser proeminente e ligeiramente mais alta que a ponta da anca. Peito largo, profundo e arqueado, com o esterno bastante saliente. Paleta inclinada. Dorso reto e curto. Lombo reto e curto. Garupa quase horizontal, ligeiramente fendida, com musculatura abundante nas regiões lombar e da garupa propriamente dita. As ancas devem ser largas, suaves, com as nádegas descendentes. As costelas anteriores e posteriores deverão ser bem arqueadas, sendo que as posteriores devem ser particularmente profundas. Cauda de inserção alta e localizada no prolongamento do lombo.
- Membros: fortes, bem aprumados e com articulações poderosas.

Espáduas pequenas e direitas. Antebraços bem pronunciados, fortes, com músculos poderosos e bem desenvolvidos. Braço curto, porém, potente.

Joelho robusto e quadrado. Canelas amplas, chatas e curtas. Jarretes bem aprumados, largos, fortes e com patas altas. Coxas profundas, cheias e musculosas. Boletos fortes, porém, não bem delineados. Quartelas claras e fortes, de coroa não demasiadamente grande. Patas altas, grandes e fortes nos talões.

Cascos de tamanho grande, arredondados, sólidos e com sola côncava.

 
 
 
   
 

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